Como separar conta pessoal e da empresa sendo MEI
A maioria dos MEIs que fecha as portas não falha por falta de cliente — falha porque mistura o dinheiro do negócio com o pessoal e nunca sabe se deu lucro ou prejuízo. A conta pessoal recebe do cliente, paga o fornecedor, compra o mercado e paga o DAS, tudo junto. Não é ilegal. Mas é o caminho mais rápido para perder o controle.
A boa notícia: separar dá pra fazer hoje, sem conta PJ cara e sem contabilidade. São 5 passos.
1. Abra uma conta só para o negócio
Não precisa ser conta PJ com tarifa: contas digitais gratuitas (Nubank PJ, Inter PJ, Mercado Pago) resolvem. Regra de ouro: todo recebimento do negócio entra nela; todo gasto do negócio sai dela. Nada de mercado no cartão da empresa.
2. Defina seu pró-labore (seu "salário")
Escolha um valor fixo mensal e transfira da conta do negócio para a pessoal, uma vez por mês. Parou de sacar "quando precisa" — e passou a enxergar se o negócio sustenta seu padrão de vida. Se não sustenta, o problema é preço ou custo, não esforço.
3. Registre tudo na hora, pelo celular
Cada venda e cada gasto, com data, valor e cliente. Venda de R$ 20 esquecida, somada no ano, vira milhares invisíveis. Use um app (como o Fluxo Finance, grátis) em vez de caderno: o registro leva segundos e o saldo atualiza sozinho.
4. Feche o mês: receitas menos despesas
Todo dia 30, some tudo que entrou menos tudo que saiu. Esse é o seu DRE simplificado — o número que responde "deu lucro?". No Fluxo Finance ele aparece pronto no dashboard, com comparativo ao mês anterior.
5. Reserve o DAS e acompanhe o teto
O DAS é fixo e previsível: lance como despesa fixa mensal. E acompanhe o faturamento acumulado no ano — o teto do MEI é R$ 81.000. Perto dele, planeje o desenquadramento com calma em vez de descobrir na multa.
Resumo em 30 segundos: conta separada → pró-labore fixo → registra tudo no celular → fecha o mês → reserva o DAS e vigia os R$ 81 mil.
Empresas, dívidas, faturamento e DRE — sem planilha, sem mensalidade. Já tenho conta.